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Archive for março \28\UTC 2012

                                                                                                                                                              Giorgio De Chirico

Giorgio De Chirico (1888-l978), com sua pintura metafísica, procura representar um mundo povoado de cenas estranhas, oníricas e irreais.

A “Pintura Metafísica”, que dá nome as suas obras, vem de uma recusa decidida ao futurismo. A arte de De Chirico  nega a temporalidade, ele trabalha uma arte presente, de realidade natural e social, mas também uma arte Neoclássica.  

Nada mais distante das motivações futuristas, que anseiam pela aceleração do tempo e pela transformação da sociedade, do que trabalhar o antigo.

 

Em sua pintura, De Chirico, dirige-se a uma “outra realidade”, a realidade metafísica, que é além da história. Os cenários de suas telas, são projetados pelo pintor com contornos de um novo estilo. Seus elementos arquitetônicos mobilizados nas composições – colunas, torres, praças, monumentos neoclássicos, chaminés de fábricas etc. – constroem espaços vazios e misteriosos.

Sua pintura nos chama a atenção pelo trabalho diferenciado, seus edifícios, aparentemente vazios, assumem uma aparência inquietante.

 

                                                                                                                                                          Enigma das Horas – 1911

Muitas de suas obras tem como tema a urbanização. Mas, suas cidades não são iguais as cidades retratadas por outros artistas.   Suas telas são desertas, melancólicas, seus personagens, “manequins”, vivem em um mundo de solidão e amargura, são figuras, que personificam o homem, destituído de alma, de sentimentos e de emoções, em um mundo estático e cruel.

Suas cidades parecem, cidades fantasmas, são desertas e iluminadas por um luz estranha. O silêncio das suas cidades é extremamente perturbador.

 

 

                                                                                                                                                        A Comédia e a Tragédia

As figuras humanas, quando presentes, carregam consigo forte sentimento de solidão e silêncio. São meio-homens, meio-estátuas, manequins, tudo isso às vezes visto de costas ou de muito longe. Quase não nos é possível observar seus rostos, tudo o que vemos são apenas silhuetas e sombras, projetadas pelos corpos e construções.

 

Todo este mistério, de sonho, espaços vazios,  sombras, perspectivas inesperadas, justa-posições encontradas na obra de De Chirico influenciaram os artistas surrealistas.

 

             O arqueólogo

Apesar de ter sido considerado um precursor, De Chirico repudiou a obra surreal. Sendo então considerado para os artistas surrealistas um artista morto.

Em muitas de suas obas a partir de então, as datas inscritas foram anterior a esta data de “morte”. Dizia o artista que uma obra de artista morto, vale mais.

   Heitor e Andromaca

De Chirico: O Sentimento da Arquitetura

Obras da Fondazione Giorgio e Isa de Chirico

Até 20 de maio de 2012, no 2º andar do MASP (Galeria Georges Wildenstein)

Horários: De terças a domingos e feriados, das 11h às 18h.

                      Às quintas: das 11h às 20h. A bilheteria fecha meia hora antes.

Ingressos: R$15,00. Estudantes, professores e aposentados com comprovantes: R$7,00. Até 10 anos e acima de 60: entrada franca.

Às terças, entrada franca. 

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Painéis Guerra e Paz

                                                                                               Guerra                                     Paz

“Os painéis Guerra e Paz representam sem dúvida o melhor trabalho que eu já fiz…

Dedico-o a humanidade…”

Candido Portinari, 1957

 

Os painéis “Guerra e Paz” do pintor Cândido Portinari, que estão instalados desde 1957, como presente do governo do Brasil à Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, voltou ao Brasil para uma restauração.

Estes são os painéis, que não puderam ser inaugurados pelo pintor brasileiro, que teve sua entrada nos EUA impedida por negação de visto da parte do governo estadunidense, sob acusação do pintor ser “comunista”.

A exposição dos Painéis Guerra e Paz e quase todos os estudos da obra, estão no Memorial da América Latina em São Paulo.

Cada painel mede 140 m². Ao todo são 28 grandes placas de madeira compensada naval, com 2,2m de altura por 5m de largura, totalizando 14m de altura por 10m de largura cada painel. Os painéis retratam o sofrimento da guerra e o conforto da paz.

A presente exposição apresenta pela primeira vez, os painéis, após minucioso trabalho de restauro.

Compõe ainda à exposição, telas, esboços, estudos e croquis, emprestados de coleções particulares e de museus, alguns destes registros, jamais foram vistos pelo público, pois são de colecionadores.

“Os painéis são um grande grito brasileiro pela paz, mas ficaram por mais de 50 anos restritos a pouquíssimos visitantes no prédio da ONU, onde o público não tem acesso.”

                                                                                                               Portinari

PARA LEMBRAR

O artista morreu intoxicado pelas tintas

Em 1952 o governo brasileiro encomendou o trabalho de Portinari para contribuir com a nova sede da ONU, Após mais de 180 estudos e nove meses de execução em um galpão da TV Tupi, a obra ficou pronta em 1956. O artista já havia sofrido intoxicação por chumbo de tintas a óleo, mas ignorou a proibição médica e voltou a usar o material. Morreu em 1962, aos 58 anos, em decorrência do envenenamento.

“Foi o maior desafio de sua vida. Ele abandonou as recomendações e enfrentou essa tarefa absurda, que se provou fatal”, conta o filho do artista, João Candido

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MABON

 

Mabon é o nome dado pelos Celtas para o Equinócio de Outono. É celebrado no hemisfério Sul a partir do dia 21 de março. Mabon faz parte das oito celebrações da Roda do Ano que marca, entre outras coisas, as mudanças ocorridas na Natureza, no fluxo dos acontecimentos e no nosso interior.

O Equinócio de Outono é também o momento de agradecermos por tudo que colhemos durante o ano que passou. Para os Celtas era e ainda é a época da preparação das conservas e do armazenamento de todo o alimento para o inverno.

Para nós o Mabon pode ser a data para agradecer o que “colhemos de bom e de ruim nesta vida”. É uma época sim, de agradecimento e de reverência à Terra os Celtas dizem  (Mãe Terra), que nos sustenta e nos nutre.

Quando falamos de Outono lembramo-nos de folhas mudando de cor (e é lindo!), das migrações de pássaros, das colheitas de milho e das fogueiras.

Bem! O Equinócio de Outono é duplo, é uma data para agradecermos a “colheita” e para lembrarmos que devemos pensar sempre positivo para conservar o que colhemos.

É também um tempo de preparo para um período de mais introspecção e recolhimento, para quando chegar o inverno, pois a partir do segundo dia do Outono, depois do dia de equilíbrio, o dia do equilíbrio é também o dia da gratidão e do tempo de se fazer uma avaliação de tudo que foi plantado e colhido.

As noites começam a ficar mais longas do que os dias. “Mabon é também o nome do Deus Celta do Amor“.

Está é também uma época ideal para se fazer banimentos, pedir harmonia no amor e proteção às pessoas que amamos. Aproveite a energia deste equinócio para caminhar em um bosque e colher sementes e folhas secas, refletindo sobre a colheita recebida.

Lembre-se também daqueles que estão doentes e das pessoas mais velhas, que precisam da nossa ajuda e de conforto, dirija-lhes palavras de amor, carinho e gratidão.

E, agradeça mais uma vez à nossa Grande Mãe Terra, pelo seu alimento e pelas bênçãos recebidas.

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Renascimento

O termo renascimento, ou renascença, faz referência a um movimento intelectual e artístico surgido na Itália, entre os séculos XIV e XVI, e daí difundido por toda a Europa.

É possível afirmar, sem entrar na discussão dos limites cronológicos do renascimento, que os artistas do período se orientam por ideais de perfeição, harmonia, equilíbrio e graça – representados com o auxílio dos sentidos de simetria e proporção das figuras – de acordo com os parâmetros ditados pelo belo clássico.

À concepção medieval do mundo se contrapõe uma nova visão, empírica e científica, do homem e da natureza. A idéia de um “renascimento” ocorrido nas artes e na cultura relaciona-se à revalorização do pensamento e da arte da Antiguidade clássica e à formação de uma cultura humanista.

Entre 1300 e 1650 ocorreram muitos progressos e realizações nas artes, na literatura e nas ciências. Ao mesmo tempo em que a arte clássica era subitamente revivida, era também superada por esse momento histórico tão rico em novidades.


As Predominâncias do Renascimento

  • A Arte Renascentista recoloca o homem como a criatura mais importante do universo (ideal humanista),

  • Demonstra a preocupação com o rigor científico,

  • Estuda a noção de perspectiva segundo os princípios matemáticos e geométrico se aplica nas telas e nos desenhos,

  • O uso do claro e o escuro e o realismo estão presentes em diferentes manifestações. Algumas áreas ficam iluminadas e outras na sombra, realçando a sugestão de volume dos corpos.

  • O Período prima pelo ideal de liberdade e o individualismo – surgindo então artistas conceituados atualmente. Cada artista tem sua característica própria no Período.

Os artistas mais famosos são: 

Botticelli, Donatello, Leonardo Da Vinci, Rafael, Michelangelo e Verrochio.

 

Leonardo Da Vinci

(Itália, 1452 – França, 1519)

 

 

Estudioso de várias áreas do conhecimento humano, tais como Anatomia, Botânica, Arquitetura, Engenharia Bélica, Óptica, etc..

Avançado para seu tempo, muitas vezes não foi compreendido por seus contemporâneos. Inventou inúmeras maquinas e desenvolveu diversas teorias científicas.

 

Bicicleta

         

Armas Bélicas

Aeroplano

Helicóptero

Em 1503, Francesco del Giocondo, um rico florentino, encomendou a Leonardo – e pagou-lhe muito bem por isso – um retrato de sua mulher, Monalisa.

Monalisa

Até o Renascimento, ninguém pensava em urbanismo. As cidades não passavam de amontoados de casas. No projeto urbanístico que fez para a cidade de Milão baniu muros, traçou canais e um sistema de abastecimento de água e esgotos. As casas eram amplas e ventiladas e haveria praças e jardins.

Nesse período estudou também a perspectiva, óptica, proporções e anatomia. Foi descoberto dissecando cadáveres o que era considerado grave crime. Graças às suas dissecações fez descobertas importantes que registrou em inúmeros desenhos e no Tratado de Anatomia que escreveu.

 (Leia mais em Leonardo Da Vinci)

Michelangelo

(Itália, 1475 – 1564)

 

Como grande parte dos pintores e escultores da época, Michelangelo começou a carreira artística sendo aprendiz de um grande mestre das artes.

Seu mestre, que lhe ensinou as técnicas artísticas, foi Domenico Girlandaio. Após observar o talento do jovem aprendiz, Girlandaio encaminhou-o para a cidade de Florença, para aprender com Lorenzo de Médici. Na Escola de Lorenzo de Medici, Michelangelo permaneceu por 2 anos (1490 a 1492). Em Florença, recebeu influências artísticas de vários pintores, escultores e intelectuais da época, já que a cidade era um grande centro de produção cultural.

Pietá

Em 1496 recebeu um convite do cardeal San Giorgio para morar em Roma Nesta época, criou duas importantes obras, com grande influência da cultura greco-romana: Pietá e Baco. Ao retornar para a cidade de Florença, em 1501, cria duas outras obras importantes: Davi e a pintura a Sagrada Família.

 

 

Davi

No ano de 1503, o artista recebeu um novo convite vindo de Roma, de Júlio II. Foi convocado para fazer o túmulo papal, obra que nunca terminou, pois constantemente era interrompido por outros chamados e tarefas.

Teto  da Capela Sistina

Criação do Homem – Detalhe – Capela Sistina

Entre os anos de 1508 e 1512 pintou o teto da Capela Sistina no Vaticano sendo por isso comissionado por Leão.

Entre os anos de 1534 e 1541, trabalhou na pintura O Último Julgamento, na janela do altar da capela Sistina. Em 1547 foi indicado como o arquiteto oficial da Basílica de São Pedro no Vaticano.

o ultimo julgamento

 

O Último Julgamento

Morreu, aos 89 anos de idade na cidade de Roma.

Botticelli

(Itália, 1445 – 1510)

Desenvolveu seu  próprio estilo, caracterizado pela elegância do seu traçado e pela força expressiva de suas linhas. Sua pintura está inclusa entre os artistas baseados na delicadeza, graça e no sentimentalismo.

Em 1470, Botticelli, que já tinha seu próprio atelier, conheceu a família Médici, mecenas florentinos, para os quais realizou suas obras mais famosas, A Primavera,  O Nascimento de Vênus e Palas e o Centauro.

 

O Nascimento de Vênus

 

Naquela época, foi uma grande novidade realizar obras com formatos grandes que não tivessem cunho religioso.

Botticelli foi convocado, em 1481, para ir a Roma para decorar os afrescos da Capela Sistina, junto com outros grandes mestres.

 

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Cubismo

 

Aix en Provence – Paul Cèzanne

Cézanne é um artista Pós Impressionista que deixou  forte influência nos pintores Cubista. Ele foi considerado o pai da pintura moderna. Em sua telas ele reduzia a natureza a formas geométricas, como esferas, cones e cilindros.

 

O Cubismo rompeu com tudo que se conhecia até então, de arte. Surge com idéias inovadoras, abandonando a pintura tradicional. A partir de então as pinturas de natureza  e de objetos, são representados por formas geométricas.

 

A partir da pintura de Cézanne, os Cubistas acrescentaram a sua obra a possibilidade de pintar várias representações de um mesmo objeto, ao mesmo tempo. Estes objetos podiam ser vistos, de frente, de lado e de costas, dando assim várias visões do mesmo objeto, sendo também representados, no mesmo plano.

 

Os Cubistas não tinham mais nenhuma responsabilidade com a aparência real dos objetos e também não utilizavam mais, a perspectiva.

 

 

A pintura “Les demoiselles d’ Avignon” , de Pablo Picasso, marca o nascimento do Cubismo em 1907.

 

Les Demoiselles d’Avignon – Picasso – 1907

Picasso rompe completamente com a representação da figura humana conhecida até então nas telas. Os corpos desta tela foram desconstruídos e fragmentados, sua figura humana ficou geométrica.

 

A tela mostra cinco figuras femininas completamente diferentes do que conhecemos hoje, ou do que era conhecido no início do século XX. As figuras eram estilizadas, com corpos angulosos, bicudos e totalmente desproporcionais.

 

Exatamente como a pintura de PabIo Picasso, que hoje conhecemos tão bem. Mas para a época a pintura foi uma afronta. Em seus rostos era possível observar alguns detalhes de olhos e narizes nas posições frontais e laterais ao mesmo tempo. E outros rostos, hoje sabemos, que eram estudos de máscaras africanas ou da arte africana, que tanto encantou Picasso.

 

Dessa  maneira, Picasso dá início a base do Cubismo.

 

 

 

O Cubismo Analítico

 

Braque

 

Em um segundo momento do Cubismo, as figuras foram totalmente desestruturadas e decompostas em partes. Todos os objetos foram colocados ao mesmo tempo na mesma imagem, de maneira sobreposta, em uma fragmentação intensa. Neste momento a pintura tende a monocromia, em tons de castanho, cinza e bege.

 

O Cubismo Sintético

 Picasso
 

O Cubismo Sintético adota uma mistura de técnicas. Além da pintura, é possível observar na obra também colagens de materiais diversos. Como: Revistas, jornais, papel de parede e alguns objetos.

 

Com isso o trabalho ganha textura, cores e brilhos diferentes.

 

Nesta fase do Cubismo a pintura volta a ter relação com o objeto novamente. O objeto não é totalmente real ainda, mas, já dá para reconhecê-los.

 

 

 

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Grécia Antiga

O mundo ocidental deve muito aos gregos, que nos legaram nas artes a dramaturgia, na escultura a expressão da perfeição, na arquitetura um estilo marcante.

A arte dos povos Gregos valorizavam especialmente as ações humanas. Expressavam um ideal de beleza e tinham o homem como a criatura mais importante do universo.

Os Gregos não se submetiam as imposições de sacerdotes ou de reis autoritários. Assim, o conhecimento, através da razão, esteve sempre acima da fé em divindades. Isso aconteceu dois séculos antes de Cristo.

Dos povos da Antiguidade, os que apresentaram uma produção cultural mais livre foram os gregos.

A Escultura

 

Venus de Milo

O escultor grego acreditava que uma estátua que representasse um homem não deveria ser apenas semelhante a um homem, mas, também um objeto belo em si mesmo.

Acreditavam ainda que suas esculturas, que eram feitas de grandes blocos de mármore, deveriam respeitar as leis da simetria, estar sempre nuas, em posição frontal, ereta. Com o tempo o peso do corpo deixou de ser igualmente distribuído sobre as pernas e passou a ter movimento .

 

Discóbulo

A escultura embelezava e completava as obras arquitetônicas. Em geral, as esculturas tinham como motivo as imagens dos deuses e dos heróis. Na escultura, vale lembrar o nome de Fídias, autor da estátua da deusa Atena e dos relevos do Partenon, e Míron, famoso pela estátua do Discóbolo. Os gregos desenvolveram também a pintura, a música e a cerâmica.

 

A Arquitetura

 Na arquitetura Grega os edifícios que mais despertaram interesse, foram os templos.

Porém, a função deste templo, não era o de reunir inúmeras pessoas em oração, em um culto religioso. Mas, de proteger os seus deuses das chuvas e do Sol.

A característica mais marcante dos templos gregos é a simetria entre o pórtico da entrada e os do fundo.

Os monumentos gregos eram feitos de mármore, com linhas simples e proporções matemáticas. O que mais chama a atenção são as várias colunas postas uma do lado da outra, transmitindo uma grande sensação de harmonia.

    Três foram os estilos arquitetônicos que se desenvolveram na Grécia antiga, a partir de 1200 a.C., distintos pela forma e feitio das colunas e do capitel:

Estilo dórico, apresentando colunas de linhas mais rígidas e capitel liso, o que ofereceu uma aparência de funcionalidade.

Estilo jônico, caracterizado pela leveza e elegância das coluna

Estilo coríntio, com colunas mais ornamentadas, expressando luxo e abundância.

 

   

 

O Partenon é uma homenagem à deusa Palas Atenas, protetora da cidade de Atenas.  Construído entre 447 e 438 a.C., é uma obra retangular de estilo dórico que fica na Acrópole (cidade elevada em grego). Foi decorado com uma grande variedade de esculturas, entre as quais a da própria Palas Atena, feita pelo escultor Fídias em madeira, ouro e mármore.

A pintura.

Na Grécia, como em outras civilizações, a pintura apareceu como elemento de decoração da arquitetura.

Mas, a pintura grega encontrou também uma forma de realização na pintura da cerâmica. Os vasos Gregos são conhecidos pela sua beleza e harmonia. Além de servir para rituais religiosos, eles serviam também para armazenar, água, vinho, azeite e mantimentos.

A pinturas dos vasos representavam cenas do cotidiano e da mitologia grega.

Frasco para perfumes (Ática V a.C)

     Era costume entre as mulheres levar potes de óleo perfumado ao túmulo de seus maridos – uma forma de expressar respeito.

 

O Teatro

 

No âmbito das artes cênicas, os gregos fundaram gêneros que até hoje organizam as várias modalidades do teatro contemporâneo. A tragédia e a comédia aparecem como textos em que os costumes, instituições e dilemas da existência eram discutidos através da elaboração de narrativas e personagens bastante elaboradas. Tendo grande prestigio entre a população, o teatro atraía os olhares de várias pessoas que se reuniam para admirar e discutir as peças encenadas publicamente.

As primeiras peças de teatro grego eram apresentadas nas festas religiosas em homenagem ao deus Dionísio; as chamadas dionisíacas, deus do vinho, da loucura, dos prazeres.

     O teatro era ao ar livre e os atores usavam máscaras. Somente aos homens era permitido participar das representações, nas quais eram discutidos os problemas eternos do ser humano, como o destino, as paixões e a justiça, e também satirizados os comportamentos humanos, os costumes, e a própria sociedade.

    Os três autores de teatro mais destacados foram Ésquilo, Sófocles e Eurípedes. Suas obras, escritas no século V a.C., eram chamadas de tragédias, e a maioria delas tinha final triste. O enredo das peças gregas sempre tratava de lendas conhecidas por toda a platéia. Portanto, o que atraía as pessoas não eram as histórias (que todos já conheciam), mas o jeito habilidoso e poético como o autor as tinha escrito.

      Ésquilo, considerado o “pai da tragédia”, autor de Prometeu acorrentado, Os persas e Os Sete contra Tebas;

     Sófocles, respeitado como o mais importante teatrólogo grego; escreveu Édipo rei, Electra e Antígona, entre outras;

      Eurípedes, autor de Medeia, As troianas e As bacantes;

      Aristófanes, satírico autor de As nuvens, As rãs e As vespas.

Máscaras

 

Tragédia

 

Comédia

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A linguagem artística nos permite observar e interpretar por meio de diferentes pontos de vista uma mesma produção artística, pois para cada um  ela provocará pensamentos e sentimentos diferentes.

 

     A sua descrição dependerá:

     – Da sua experiência de vida

     – Do seu conhecimento

     – Da sua sensibilidade

     – Da sua imaginação

   

Ao observar uma tela ou qualquer obra de arte, você abrirá possibilidades de ver o que nela está invisível para muitos outros olhares. Por tanto, observe-a cuidadosamente, e descreva-a.

 

Obs: Lembre-se que você deverá seguir um roteiro, mas não responder a  um questionário. Escreva apenas um texto, usando todas as informações que você tem sobre o assunto. Você poderá usar as perguntas abaixo para ajudá-lo.

 

          Roteiro

1- O que parece estar acontecendo nesta cena?

2- Que tipo de sons estariam sendo produzidos nesta cena?

3- Que modalidade de título você daria a está obra?

4- Você gosta desta imagem? Por quê?

5- Esta imagem lhe traz alguma lembrança?

6- Que sensação esta obra lhe transmite? Por quê?

7- Descreva o período em que se passa esta cena.

8- Escreva dentro do contexto da sua descrição uma mini  biografia sobre o artista.

 

 

 

 

 

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