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Archive for outubro \21\UTC 2012

Hiper Realidade

Ron Mueck cresceu vendo os pais construindo brinquedos.

Aprendeu bem cedo fazer bonecos e aperfeiçoou-os sua confecção com muitos detalhes. Fez do seu trabalho publicidade, cenografia. Em 1997 assumiu a carreira de escultor e trabalha desde então em Londres.

Escultor australiano, Ron Mueck modela cenas da realidade cotidiana em peças que variam de tamanho e são confeccionadas com resina acrílica, fibra de vidro, silicone entre outros materiais. Começou sua carreira fabricando marionetas e modelos para a televisão e filmes infantis, seu trabalho teve maior destaque ao expor na Bienal de Veneza a escultura Boy de 1999 e que tem 5 metros de altura.

Impressiona ao perceber que o artista conseguiu captar e materializar em mínimos detalhes, isto é, hiper-realisticamente, o sentimento e as expressões humanas, situações de solidão, dor, alegria, depressão ou simplesmente o ato de dormir.

O artista usa não apenas o modelado da forma, mas também as possibilidades de pintura da peça e a adição de outros elementos, como cabelo e pelos, para criar a sensação de algo real.

 

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Stop Motion

Stop motion (vem do inglês e significa movimento parado).

Stop motion é uma técnica de animação feita fotograma a fotograma (ou quadro a quadro) com recurso de uma máquina de filmar, máquina fotográfica ou por computador.

Entre um fotograma e outro, o animador muda um pouco a posição dos objetos. Para uma boa realização do seu trabalho, utilize modelos reais. Estes modelos podem ser feitos com diversos materiais.

O material mais comum, utilizado inclusive em filmes ou desenhos animados é a massa de modelar ou especificamente a massinha que você brincava na Pré Escola.

Mas, vocês poderão usar outros materiais diversos, como:  dobraduras, desenhos, bonecos ou até mesmo a figura humana.

No cinema o material utilizado tem que ser mais resistente e maleável, visto que os modelos têm que durar meses, pois para cada segundo de filme são necessárias aproximadamente 24 quadros (frames).

Mas o seu trabalho deve ser feito com a sua ideia. Portanto, pense e realize um ótimo trabalho.

 

(Texto retirado do site da Escola de Belas Artes de UFMG)

Frankenweenie

A animação mais esperada do ano, Frankenweenie .

Animação de stop-motion em preto e branco de Tim Burton sobre um menino que usa o poder da ciência para trazer seu cãozinho de volta à vida. O filme é baseado em um dos primeiros curtas de Burton, que foi recusado pela Disney em 1984 por ser considerado muito perturbador. “Frankenweenie” promete trazer a mesma temática infantil e sombria que popularizou o diretor.

E para aqueles que ainda não optaram por nenhum  material, para fazer o seu filme de Stop Motion, veja o vídeo abaixo.

Muita gente faz vídeos em  homenageando a Apple, mas este em particular, ficou muito interessante! E o tempo que o artista utilizou, para fazê-lo também foi muito curto.

Nesta animação   Filipe Marcelo utilizou  no total 48 horas de trabalho,  921 fotos e muitas pontas de lápis de cor.

Com a ajuda de uma câmera fotográfica, Filipe passou dias fazendo as fotos.

O resultado ficou muito bom! Parabéns.

Meninos quero postar os filmes de vocês no meu blog também. Mãos a obra.

Agora vamos ao trabalho

primeiro tire um conjunto de fotos que representem uma sequencia;

Abra o programa:

Iniciar/Programas/ Windows Movie Maker
Ou
Iniciar/Programas/Acessórios/Windows Movie Maker

Após ter selecionado o vídeo e as imagens que deseja trabalhar, no Movie Maker, clique em Arquivo/Importar Para Coleções.

Selecione os arquivos e clique em Importar Imagens

Escolha as fotos – (Importe segundo o crontrol –  marque todas ou arraste uma por uma)

Agora que seus arquivos já foram importados para o Movie Maker, vamos trabalhar.
Obs: Se durante a edição do vídeo você lembrar de algo mais que queira importar, é só repetir o processo.

7º Selecione o arquivo (vídeo ou imagem) que deseja e arraste para a Linha do Tempo.

Veja o vídeo:

Cada objeto arrastado para a linha de tempo é denominado Clipe.

10º Recortando um vídeo
Com o Movie Maker podemos fazer recortes nos vídeos, tanto para descartar um trecho que não lhe interessa, ou para trabalhar apenas com um trecho do vídeo

11º Aperte Play e quando chegar no início do trecho que você deseja recortar, pressione Pause.

12º Agora clique em Clipe e depois Dividir.

13º Feita a divisão, repita o processo, na outra extremidade do trecho onde você que fazer o recorte:

14º Após ter feito o segundo recorte, selecione a área a ser descartada e pressione Delete.

Áudio e Musica

Está abaixo de onde você importou as fotos importe a musica.

Depois de importar o áudio ou a musica, clique e  escolha a  musica de sua preferência.

Editar o filme

Para criar um titulo inicial, vá até criar

Titulo ou crédito            Fonte e Cor

Concluir Filme

Finalizando o Arquivo
Para finalizar o arquivo (para poder enviar para por e-mail, colocar no Youtube, etc) clique em: Arquivo/Salvar Arquivo de Filme:

Publicar neste computador

Selecione o nome do Arquivo e o Local onde quer salvá-lo

Selecione a Configuração do Filme. (Clique em Outras Configurações para ver as opções)

Espero o vídeo de vocês para postar aqui.

1º trabalho postado. Eu adorei!

 

2º trabalho postado. Ficou bom, Lucas e Gabriel!

 

Alunos Boa Sorte!

Profª Tânia Regina M Costa

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Frans Krajcberg

Frans  Krajcberg é um artista de origem polonesa, nasceu em Kozienice em 12 abril de 1921,  e está radicado no Brasil desde 1948.

Frans  Krajcberg é um artista diferente, sua luta não é só pela arte, sua luta é em defesa do meio ambiente. Luta em defesa da natureza e pelo combate às queimadas e desmatamento excessivo. Seu trabalho é literalmente transformar “Natureza Morta” em obra de arte. Seus protestos são feitos em esculturas, relevos e fotografias.

O artista naturalizou-se brasileiro e diz que sua missão é captar a beleza da natureza. E para conquistar esta beleza, ele fotografa.

Estudou Engenharia Hidráulica e Belas Artes em Leningrado, hoje São Petersburgo, na Russia. Quatro anos depois, após trabalhar à frente das construções de pontes de emergências para o exército polonês durante a 2ª Guerra Mundial, retorna ao seu país e não encontra mais a sua família.

Morou e estudou na Alemanha e em Paris. Seu amigo Marc Chagall  lhe comprou uma passagem de 3ª classe para o Brasil. Krajceberg conta que quando chegou ao Brasil não tinha dinheiro e não conhecia ninguém e muito menos falava português, diz também que  dormiu na praia do Flamengo e depois embarcou para São Paulo de trem.

Na década de 50, larga sua profissão de engenheiro e se isola “dos homens” nas matas paranaenses. Solitário e em contato com a natureza, pinta e desenha utilizando cola e pigmentos naturais. Suas tintas até hoje, são extraídas da terra, das raízes de folhas e minerais. Mas,  foi no Paraná que teve início o seu grito pela natureza, após observar muitas queimadas.

Este primeiro contato com as queimadas o fizera retornar aos corpos queimados na guerra. E a arte foi à maneira que encontrou para reagir.

Krajcberg tem hoje (2012), 91 anos e vive desde 1972 em uma casa no alto de uma árvore (há 12m do chão) em uma reserva natural – que ele chama de Sítio Natura em Nova Viçosa na Bahia.

Neste local que já foi uma reserva indígena ele montou seu ateliê, com todo espaço necessário para guardar seus troncos, raízes, cipós, pedras, pigmentos que exercitam sua imaginação, e os faz transformar natureza em arte.

 

“ Se eu grito na rua me colocam em um hospital de louco. A única coisa que posso fazer é exprimir a minha revolta com o minha arte.”

Frans  Krajcberg

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Quando entrei no “COLEGIAL” fiz a minha opção, queria ser “Psiquiatra de Toxicômanos”. Mas, na hora de fazer a inscrição para o vestibular, não consegui.

 _ “QUERO SER ATRIZ!”.

A decepção do meu pai, que queria muito ter uma filha médica, foi enorme. Durante todo o ano tive que aguentar os professores do cursinho brincando.

 _ Sabe o que ela quer ser? Pense! O que toda criança quer ser? Ela quer ser “ATRIZ”.

 Ouvi muitas brincadeiras o ano todo. E quando finalmente entrei na faculdade, percebi que estava fazendo Bacharelado. Isto não quer dizer que eu não poderia ter seguido a profissão de atriz. Mas, quer dizer, que eu fui desistindo no meio do caminho de ser atriz e fui percebendo que eu gostava da ideia de ser professora. Afinal de contas, eu iria trabalhar com crianças e adolescentes.  E eu estava adorando isso!

Percebi também que todos os meus amigos tiraram o DRT de ator ou de atriz e eu não fui tirar. Para a minha satisfação bastava o Bacharelado. Difícil foi arrumar emprego.  Já que professor de Teatro era “subversivo e comunista”. Ouvi isso muitas vezes, no início da minha carreira. Mas, não desisti. EU QUERIA SER PROFESSORA!

Depois de muito tempo fui tirar a minha DRT, pois queria participar de um Concurso de Dramaturgia. E ouvi no Sindicato de Atores.

 _ Porque você não tirou este DRT quando se formou?

 _  Porque eu não quis. Agora quero tirar o DRT de Direção. É isso que gosto de fazer. Dirigir crianças e adolescentes. Sou Professora de Teatro.

Com o DRT na mão, eu  ainda precisava me impor como professora. Resolvi então fazer Pós Graduação de História da Arte. AMO ARTE! Fiz a Pós e paralelamente fiz também uma especialização de Decoração de Interiores. Mas, tudo o que eu gostava no curso, tinha relação com figurino, cenário e mobiliário.

Agora posso dizer com toda certeza do mundo. “Adoro ser professora de Artes!” Ser professora é um privilegio e infelizmente está ficando uma profissão cada vez menos procurada pelos jovens.

 Hoje além de dar aula de Arte e de Teatro, escrevo peças de teatro Infantil e Infanto Juvenil. Sonho em um dia montar um espetáculo profissional. Porque trabalhar com o que gosto, da maneira que acredito… É muito bom! Amo o que faço! Amo dar aula. Amo os meus alunos!  

Por isso, hoje não parabenizo apenas aos PROFESSORES, mas, também aos meus alunos.

Mil beijos a todos vocês!

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Visita ao Ibirapuera

Estudar não é apenas ir a escola e sentar-se em uma carteira para ouvir o professor. Muitas vezes precisamos sair um pouco do lugar comum para aprendermos de uma outra maneira. Vivenciar é muito importante.

A saída para uma atividade extracurricular educativa e divertida, mantendo os alunos em contato com a natureza, com a arte e com a arquitetura local, é uma oportunidade ímpar para os nossos alunos, como a visita que fizemos ao Parque Ibirapuera.

 

Neste bimestre, nosso enfoque será o arquiteto Oscar Niemeyer, o mesmo que projetou o prédio da nossa escola, Brasília, o próprio Ibirapuera e tantos outros edifícios conhecidos no mundo inteiro.

Último prédio Do Niemeyer a ser construído no Ibirapuera.

Na minha opinião o mais bonito.

Auditório do Ibirapuera.

Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares nasceu no Rio de Janeiro, no dia 15 de dezembro de 1907. É o arquiteto brasileiro considerado um dos nomes mais influentes na Arquitetura Moderna internacional. Foi pioneiro na exploração das possibilidades construtivas e plásticas do concreto armado.

Seus trabalhos mais conhecidos são os edifícios públicos que desenhou para Brasília, como o conjunto do Congresso Nacional, o Palácio do Itamarati,  a Esplanada dos Ministérios e a Catedral.

Em dezembro deste ano (2012), ele completará 105 anos, e nada mais justo, que os nossos alunos que todo dia sentam-se embaixo do teto que ele desenhou, conheçam um pouco mais sobre sua história e sua vida.

Além de observarmos os prédios de Niemeyer, nossos alunos tiveram também,  a oportunidade de conhecer o “Jardim das Esculturas”

Esta foi uma das obras visitadas.

CRACA de Nuno Ramos.

Eu adoro!

e o grafite dos irmãos “Os Gêmeos” no MAM – Museu de Arte Moderna,

Eu sou apaixonadda por eles!!!!

além das obras da  30ª Bienal de Artes de São Paulo, que é considerado um dos três principais eventos do circuito artístico internacional, junto da Bienal de Veneza na Itália, e da  Documenta de Kassel, na Alemanha.

E, como não poderia deixar de ser, esta 30ª Edição, denominada “A Iminência das Poéticas”, está repleta de novas propostas apresentadas por seus 111 artistas, vindos de mais de 50 países.

Nossos alunos fizeram uma visita ao evento e percorreram um de seus muitos roteiros educativos, com orientação da monitoria especializada da Bienal e sob minha supervisão.

Foi uma experiência culturalmente rica e inusitada para nossos alunos, que não estavam acostumados a este tipo de passeio.  E, aproveitando a oportunidade, quero parabenizá-los, porque eles foram elogiados pela monitora Giovana, que disse “ – não peguei ainda, uma turma já preparada para ouvir e responder perguntas sobre a Bienal, como esta!

De fato, normalmente os alunos visitam a Bienal para aprender sobre os artistas. Nossos alunos, no entanto, foram para constatar o que já haviam aprendido em aula. O que torna a visita muito mais rica e a própria aula mais interessante. Assim, eles foram a Bienal, para discutir arte e cultura.

Arthur Bispo do Rosário,

Uma das salas visitada na Bienal.

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