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Posts Tagged ‘30ª Bienal’

Visita ao Ibirapuera

Estudar não é apenas ir a escola e sentar-se em uma carteira para ouvir o professor. Muitas vezes precisamos sair um pouco do lugar comum para aprendermos de uma outra maneira. Vivenciar é muito importante.

A saída para uma atividade extracurricular educativa e divertida, mantendo os alunos em contato com a natureza, com a arte e com a arquitetura local, é uma oportunidade ímpar para os nossos alunos, como a visita que fizemos ao Parque Ibirapuera.

 

Neste bimestre, nosso enfoque será o arquiteto Oscar Niemeyer, o mesmo que projetou o prédio da nossa escola, Brasília, o próprio Ibirapuera e tantos outros edifícios conhecidos no mundo inteiro.

Último prédio Do Niemeyer a ser construído no Ibirapuera.

Na minha opinião o mais bonito.

Auditório do Ibirapuera.

Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares nasceu no Rio de Janeiro, no dia 15 de dezembro de 1907. É o arquiteto brasileiro considerado um dos nomes mais influentes na Arquitetura Moderna internacional. Foi pioneiro na exploração das possibilidades construtivas e plásticas do concreto armado.

Seus trabalhos mais conhecidos são os edifícios públicos que desenhou para Brasília, como o conjunto do Congresso Nacional, o Palácio do Itamarati,  a Esplanada dos Ministérios e a Catedral.

Em dezembro deste ano (2012), ele completará 105 anos, e nada mais justo, que os nossos alunos que todo dia sentam-se embaixo do teto que ele desenhou, conheçam um pouco mais sobre sua história e sua vida.

Além de observarmos os prédios de Niemeyer, nossos alunos tiveram também,  a oportunidade de conhecer o “Jardim das Esculturas”

Esta foi uma das obras visitadas.

CRACA de Nuno Ramos.

Eu adoro!

e o grafite dos irmãos “Os Gêmeos” no MAM – Museu de Arte Moderna,

Eu sou apaixonadda por eles!!!!

além das obras da  30ª Bienal de Artes de São Paulo, que é considerado um dos três principais eventos do circuito artístico internacional, junto da Bienal de Veneza na Itália, e da  Documenta de Kassel, na Alemanha.

E, como não poderia deixar de ser, esta 30ª Edição, denominada “A Iminência das Poéticas”, está repleta de novas propostas apresentadas por seus 111 artistas, vindos de mais de 50 países.

Nossos alunos fizeram uma visita ao evento e percorreram um de seus muitos roteiros educativos, com orientação da monitoria especializada da Bienal e sob minha supervisão.

Foi uma experiência culturalmente rica e inusitada para nossos alunos, que não estavam acostumados a este tipo de passeio.  E, aproveitando a oportunidade, quero parabenizá-los, porque eles foram elogiados pela monitora Giovana, que disse “ – não peguei ainda, uma turma já preparada para ouvir e responder perguntas sobre a Bienal, como esta!

De fato, normalmente os alunos visitam a Bienal para aprender sobre os artistas. Nossos alunos, no entanto, foram para constatar o que já haviam aprendido em aula. O que torna a visita muito mais rica e a própria aula mais interessante. Assim, eles foram a Bienal, para discutir arte e cultura.

Arthur Bispo do Rosário,

Uma das salas visitada na Bienal.

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O maior evento de artes no Brasil chega a sua 30ª edição.

O curador  Luis Pérez Oramas diz que a Iminência é algo que vai acontecer e nós não sabemos o que.

Eu (Tânia Regina) digo que visitar uma exposição de arte como a Bienal de SP, não consiste em ensinar ou aprender, mas sim em vivenciar.

 

 

A 30ª Bienal – “A iminência das poéticas”, contará com o trabalho de 111 artistas e 3 mil obras, 75% delas inéditas. Nesta exposição está sendo feito um panorama da arte contemporânea a partir do ponto de vista do Brasil e da América Latina. O título da 30ª Bienal de são Paulo é considerado pela curadoria não como um eixo condutor da mostra, mas, como um pretexto para pensar e lançar perguntas.

A exposição tem como estudo as “Constelações” que são um conjunto de estrelas próximas umas das outras. Assim foi pensado o estudo desta Bienal de uma  maneira que as obras dos artistas se relacionem com semelhanças ou diferenças entrando em relação com proximidade ou a distância

 

O conceito de Constelações é a chave para entender a proposta da curadoria do venezuelano Luis Pérez Oramas, que também é curador responsável pelo departamnento de arte latino americana do Museum of Modern (MOMA) de Nova York. As Costelações são escolhas mais ou menos arbitrárias de vínculos entre artistas. São propostas 12 constelações já com o convite para criarmos nossos próprios agrupamentos, nos centrarmos em unidades auto continentes ou nas relações entre obras e artistas.

 

Alexandre da Cunha

1969, Rio de Janeiro, Brasil – Vive em Londres, Inglaterra

 

​O processo de intervenção, apropriação e recontextualização de objetos cotidianos – usados principalmente pelo indivíduo que executa trabalho manual – é essencial às instalações esculturais de Alexandre da Cunha. Seu engajamento com a ideia de trabalho associado ao objeto, em particular o ato de limpar, é fundamental na compreensão do significado de sua poética – materializada, em sua maioria, pelo arranjo estético de materiais produzidos em massa: desentupidores, cerâmicas, tecidos ou vassouras. Em suas montagens neominimalistas, o artista faz com que objetos ricos em conotações sociais e culturais sejam reinventados e ganhem significação para além de sua função doméstica original.

 

Arthur Bispo do Rosário

1909 (1911), Japaratuba, Brasil – 1989, Rio de Janeiro, Brasil

​Arthur Bispo do Rosário viveu por meio século recluso em um hospital psiquiátrico. Transitando entre a realidade e o delírio, acreditava estar encarregado de uma missão divina e utilizava materiais dispensados no hospital para produzir peças que mapeavam sua realidade. Valendo-se da palavra como elemento pulsante, manipulou signos e brincou com a construção e desconstrução de discursos para criar bordados, assemblages, estandartes e objetos que seriam, posteriormente, consagrados como obras referenciais da arte contemporânea brasileira.

Arthur Bispo do Rosário dizia: “Eu não sou artista, sou orientado por vozes para fazer desta maneira.”

August Sander

 1876, Herdorf, Alemanha – 1964, Colônia, Alemanha

​ Ao fotografar indivíduos de diversas esferas sociais – desde a vida camponesa oitocentista até a sociedade capitalista –, August Sander criou um catálogo tipológico do povo alemão com mais de seiscentas imagens, que constituem sua mais importante obra: People of the 20th Century (Pessoas do século XX). Transcendendo a noção de registro e revelando um país em mutação, o trabalho do artista evidenciou estruturas hierárquicas e criou um retrato enciclopédico e sistemático da sociedade de sua época.

Ele criou um panorama da sociedade alemã e foi censurado no nazismo.

 

David Moreno

1957, Los Angeles, Estados Unidos – Vive em Nova York, Estados Unidos

 

​A obra de David Moreno se constitui na articulação permanente de dois universos: a figuralidade do som e a sonoridade da imagem. Seu trabalho distingue-se pela recorrência de ressonâncias, estigmas, cortes, incisões, repetições e vibrações – tornando claro que o quiasma com que enlaça as figuras do som com os sons da figura é, na verdade, uma chave para a produção de imagem. Por meio de instalações sônicas, experimentação eletroacústica, desenho e fotografia, suas obras emolduram questões sobre a mortalidade do corpo, a condição animal do humano e os impulsos de vida e de morte manifestos sob a forma de sintoma.

 

Hans Eijkelboom

1949, Arnhem, Holanda – Vive em Amsterdã, Holanda

 

​Hans Eijkelboom retrata as ruas de diferentes cidades do mundo identificando padrões para criar suas séries de imagens. A disciplina e o rigor de suas observações lembram aspectos de estudos antropológicos. Ao criar sistemas e estabelecer critérios em meio ao caos das ruas, o artista confronta noções de identidade e a relação entre individualidade e coletividade. Em um processo contínuo, que já dura duas décadas, o artista constrói combinações e repetições exclusivamente associadas a suas experiências e ao olhar apurado, formando um extenso (auto)retrato da sociedade.

 

 

 

 

Nino Cais

1969, São Paulo, Brasil – Vive em São Paulo

 

​ Partindo do universo doméstico e do interesse pela banalidade das circunstâncias cotidianas, Nino Cais funde seu corpo a utensílios caseiros na elaboração de uma poética aberta a infinitas combinações. Na tentativa de extrair poesia de sua relação física com objetos de uso comum, o artista desloca de seus contextos plantas, roupas, xícaras, bacias, panelas, vasos e toalhas, reordenando-os em composições fotográficas e videográficas que mesclam estranheza, afeto e ironia. Desinvestindo o corpo humano de singularidade e justapondo-o a objetos que parecem relutar em adquirir  funcionalidade simbólica, Cais propõe um jogo estético em que o indivíduo torna-se capaz de assumir incontáveis identidades.

Robert Smithson

1938, Passaic, Estados Unidos – 1973, Amarillo, Estados Unidos

 

​ Por explorar diferentes gêneros e mídias, Robert Smithson é considerado um dos artistas mais intrigantes do século 20. Mais conhecido por seus provocativos earthworks e pela atuação em paisagens remotas, o artista teve sua trajetória marcada pela investigação da linguagem. Desmistificando a distinção entre teoria e prática e engendrando maneiras de abordar as experiências estéticas como dimensões do espaço e do tempo, as ideias de Smithson ultrapassaram o contexto de sua manifestação imediata e, há mais de quarenta anos, causam profundo impacto no pensamento artístico contemporâneo.

 

Tehching Hsieh

1950, Nan-Chou, Taiwan – Vive em Nova York, Estados Unidos

 

​ Na primeira de suas Performances de Um Ano, Tehching Hsieh permaneceu confinado em uma cela em seu estúdio. Em seguida, registrou, com um relógio-ponto e fotografias, todas as horas do dia. Na terceira, passou os 365 dias vivendo nas ruas de Nova York. Depois, ficou amarrado a uma mulher sem poder tocá-la. A última performance (1985-86), anunciava seu distanciamento do mundo da arte. A partir de então, propôs-se viver treze anos produzindo arte sem mostrá-la até completar 49 anos, quando concluiu seu plano e deixou de atuar como artista.


Thiago Rocha Pitta

1980, Tiradentes, Brasil – Vive em São Paulo, Brasil

 

​Centrado na relação entre arte e natureza, o trabalho de Thiago Rocha Pitta ganha forma em fotografias, desenhos, vídeos, pinturas, esculturas e instalações. Apostando no diálogo com o ambiente natural, o artista explora os padrões mutáveis do ar, do fogo ou da água por meio de intervenções que se expõem ao tempo e narram diferentes fenômenos e manifestações ambientais. Seu interesse em explorar os processos naturais dos elementos é propagado por um ponto de vista poético e se manifesta em seu trabalho como uma maneira de reforçar a natureza como coautora de seu projeto estético.

 

 

Bienal de São Paulo

De 07 de setembro a 09 de dezembro 2012

Pavilhão Ciccillo Matarazzo – Parque do Ibirapuera 

São Paulo

Pesquisa feita no site da Bienal.

http://www.bienal.org.br/30bienal

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