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Antigo Egito

É a partir da compreensão da importância que a religião assumia no Egito Antigo que se pode entender a arte do povo egípcio. Toda a produção artística estava subordinada à pessoa do faraó, e tudo que lhe dizia respeito era sagrado.

Os egípcios acreditavam também numa vida após a morte e achavam que esta vida era mais importante do que a que viviam no presente.

A arte egípcia concretizou-se, desde o início, nos túmulos, nas estatuetas e nos vasos deixados junto aos mortos. É por isso também que a arquitetura egípcia se realizou sobretudo nas construções mortuárias.


A esfinge é uma das obras mais famosas da arte do Egípcia – A obra é representada com corpo de leão, que representa  a força, e com cabeça humana, que expressa a sabedoria. A imagem está sempre dispostas na entrada dos templos, para afastar os maus espíritos – é a que simboliza o faraó Quéfren.

 

Os egípcios desenvolveram vários conhecimentos matemáticos. Com isso, conseguiram erguer obras que sobrevivem até os dias de hoje. Templos, palácios e pirâmides foram construídos em homenagem aos deuses e aos faraós. Eram grandiosos e imponentes, pois deviam mostrar todo poder do faraó. Eram construídos com blocos de pedra, utilizando-se mão-de-obra escrava para o trabalho pesado. 

 

As pirâmides do deserto de Gizé são as obras mais famosas da arquitetura egípcia. Foram construídas por importantes reis do antigo Império: Quéops, Quéfren e Miquerinos. A maior das pirâmides é a de Quéops, tem 146m de altura e ocupa uma superfície de 54.300 metros quadrados. Esse monumento revela o domínio que os egípcios demonstraram em sua técnica de construção, pois não existe nenhuma argamassa entre os blocos de pedra que formam suas paredes.

 

A arquitetura deste período reflete não a beleza, mas a funcionalidade, portanto era sólida e criada para durar, de preferência pela eternidade, e passa uma sensação de mistério e impenetrabilidade. A base, quadrangular, era construída com pedras extremamente pesadas – cerca de vinte toneladas e dez metros de largura – e lapidadas com perfeição. A porta de entrada estava voltada para a estrela polar, a fim de que o faraó recebesse sua influência estelar. Quem entrar nestas pirâmides, irá se deparar com um labirinto perfeito, que desemboca na câmara funerária.

 

 

A pintura também se voltava para os temas religiosos. Como as outras artes, ela igualmente visava eternizar a essência do que era representado. Grande parte das pinturas eram feitas nas paredes das pirâmides. Estas obras retratavam a vida dos faraós, as ações dos deuses, a vida após a morte entre outros temas da vida religiosa. Os egípcios não trabalhavam com a técnica da perspectiva (imagens tridimensionais). O corpo da pessoa era sempre representado frontalmente, enquanto a cabeça, as pernas e os pés estavam sempre de perfil, denominado Lei da Frontalidade. Os desenhos eram acompanhados de textos, feitos em escrita hieroglífica (as palavras e expressões eram representadas por desenhos). 

As tintas eram obtidas na natureza (pó de minérios, substâncias orgânicas, etc). Não importavam as reais proporções e medidas, mas sim as pessoas mais importantes, representadas com uma dimensão maior. A ordem de importância seguia uma escala hierárquica – o rei, a mulher do rei, o sacerdote, os soldados e o povo. Imagens femininas eram pintadas com a cor ocre, enquanto as masculinas eram simbolizadas com a cor vermelha.

 

Nefertiti

Na escultura, deuses e faraós passam sempre uma impressão de serenidade, quase sempre representados de frente, sem expressar emoções. Mais uma vez não são respeitadas as noções de proporção e medida, uma vez que as esculturas pretendem traduzir grandiosidade e força. São característicos deste estilo os Usciabtis – figuras funerárias de tamanho reduzido, que tinham a função de substituir o faraó na outra vida, em trabalhos rudes. Muitas vezes eles eram recobertos de inscrições e esmaltados em azul e verde.

Nas tumbas de diversos faraós foram encontradas diversas esculturas do ouro. Faziam estatuetas representando deuses e deusas. O ouro também era utilizado para fazer máscaras mortuárias que serviam de proteção para o rosto da múmia.

 

Os baixos-relevos são igualmente exemplares da escultura egípcia – os próprios hieróglifos eram transcritos, muitas vezes, em baixo-relevo.

 

O túmulo de Tutankhamon foi descoberto no Vale dos Reis por Howard Carter em 1922. O jovem rei morrera aos dezoitos anos de idade e o magnífico mobiliário do túmulo nos diz que provavelmente todos os túmulos de faraós eram igualmente mobiliados. Felizmente os ladrões de túmulos não tiveram êxito com este do jovem faraó da 18.ª Dinastia, e seu sarcófago permaneceu em segurança por mais de três mil anos.

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