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Posts Tagged ‘Jum Nakao’

Vimos fotos do desfile na sala de aula e falamos sobre critica.

Como criticar algo tão MARAVILHOSO e  IMPACTANTE?!

Bem este será o seu trabalho.

 

Abaixo deixei algumas informações sobre o Desfile e o Vídeo do mesmo.

Bom trabalho!

 

No dia 17 de junho de 2004, o famoso e bem conceituado estilista Jum Nakao fez, na São Paulo Fashion Week, aquele que seria seu último desfile, algo que não foi proposital. O desfile ficou conhecido internacionalmente como Roupas de Papel, foi considerado o melhor do século. Nome original “A Costura do Invisível”.

Após muito segredo e 182 dias de intenso trabalho, as modelos entraram na passarela exibindo vestidos, saias e adornos inspiradas na moda do século 19, todas estilizadas como playmobils. A imagem era a fusão entre a tradição e a industrialização dos bonecos de plásticos, feitos em série.

O desfile ficou marcado como um marco na história da moda do Brasil, mas, principalmente, um resposta de Nakao ao consumismo avassalador do mundo atual.

O episódio é ainda hoje citado em salas de aula e tema para os estudiosos da moda. “Não podemos perder a capacidade de nos surpreendermos com o impossível e o invisível”. Jum Nakao

Por que você fez tudo isso, Jum Nakao? “Porque achei que tinha de ser feito. Tinha de fazer algo para expor a minha indignação sobre valores. O papel é o lugar do esboço, parte do processo criativo, é matéria efêmera, rasga, amarela, é sensível à ação do tempo. Em uma folha de papel, podemos ter palavras que transformam a vida e, ao mesmo tempo, uma folha em branco, está pronta para ser preenchida de significados”. Para suscitar todas essas coisas no público em apenas sete minutos (duração do desfile), havia mesmo de ser algo forte, transformador e impactante. E foi.

Nem mesmo a  compra do papel foi fácil. Empresas brasileiras negaram-se a vender a quantidade necessária para o projeto (meia tonelada), acabamos exportando o papel vegetal de uma empresa de Londres. E este papel, foi trabalhado nos relevos e brocados no Rio Grande do Sul. Se este trabalho fosse feito manualmente, seriam necessários dois anos para chegar ao fim. Ainda assim, a coleção consumiu 700 horas de trabalho da equipe.

Tudo era muito suntuoso. Uma saia de tão armada e grande não passou na porta do camarim e uma parede precisou ser derrubada para que a peça entrasse no espaço. Do atelier para a Bienal, as roupas foram todas transportadas,  de madrugada, em um caminhão baú. Tamanho era o segredo em torno de tudo isso, que nem mesmo as modelos sabiam que usariam no desfile roupas de papel e só na hora de entrar na passarela souberam, enfim, que rasgariam as roupas ao final.


“O release para a imprensa foi uma conspiração, só falava em um tecido tecnológico, mas não que era papel. Para que a ideia fosse aceita, contei a Paulo Borges, mas ninguém sabia o que ia ser. Eu não queria que as modelos soubessem que rasgariam a roupa para que esse ato não fosse banalizado; para que elas fizessem com toda dor”, conta Jum Nakao.

 

Pesquisa feita na página “Simplesmente Elegante”.

Vídeo You tube

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