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Vik Muniz na Rio+20

 

Vik Muniz na Rio +20.

Instalação pronta, 3 dias depois.

Paisagem. Vik Muniz. MAM – RIO+20. 2012.


A mais recente instalação do artista plástico Vik Muniz, foi feita perto do MAM (Museu de Arte Moderna), durante a conferencia Rio+20. A imagem criada coletivamente pelos brasileiros que frequentaram a Rio+20 tem como imagem, a baía da Guanabara, que foi reproduzida com milhares de objetos recicláveis.

É preciso subir em uma passarela a 10 metros do chão para apreciar a baía reconstruída com recicláveis, como garrafas e sacolas plásticas, latas de cerveja e refrigerantes, embalagens de leite e envoltórios diversos. Vik batizou a Instalação de “Paisagem”.

A obra “Paisagem” mede 30 x 40m, e começou a ser construída no dia 20/06 e foi terminada no dia 22/06.

Vik Muniz explicou em entrevista, que as pessoas podiam se contentar em observar a obra ou podiam participar, colocando elas próprias, o material trazido, na obra, tendo apenas que submeter-se a orientação dos monitores da sua equipe.

E foi o que aconteceu, a construção estética coletiva foi construída a partir de coisas objetivo trazidos e colocados, pelos brasileiros.

O artista plástico comentou ainda, na mesma entrevista, que não iria  mudar o mundo com esta Instalação, mas que tinha a certeza, de ter feito um trabalho dentro de um espaço de reflexão sobre a cidade. Portanto, que esta era a oportunidade de questionar: O  que seria possível fazer com estes materiais aos quais não damos nenhuma importância?

 

Muniz que é conhecido por usar alimentos e lixo reciclado em suas obras de arte. É paulista, e mora hoje, entre o Rio e Nova York.

 

O Semeador. Obra de Van Gogh, releitura de Vik Muniz, feiata em Avignon.

Vik Muniz contou também, que fez algo parecido em Avignon. Disse que construiu uma Instalação, que só podia ser observada do alto de uma passarela instalada na igreja dos Celestinos. Quem subia na passarela podia ver uma paisagem de ramos, flores secas e aromáticas, sob o modelo do semeador de Van Gogh.

 

Releitura do Autorretrato de Van Gogh, feito por Vik Muniz com flores secas, em Avignon.

“O lixo, algo tão feio, pode tornar-se em algo belo!”

 

Pense nisso você também.

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O ano passado, em um outro blog, tive o prazer de falar e dar aula sobre um Fotógrafo também classificado como Artista Plástico Vik Muniz.

Vik Muniz (48 anos), há 25 anos está radicado em Nova Iorque, construiu uma carreira admirável. Conseguiu atrair a atenção da comunidade artística internacional com fotografias de trabalhos realizados a partir de técnicas variadas e com materiais sempre inusitados como:  a Mona Lisa feita de pasta de amendoim, o Che Guevara desenhado em geléia ou o retrato de Elizabeth Taylor montado a partir de centenas de pequenos diamantes. Recentemente, voltou a surpreender o mundo com a série de imagens feitas a partir de lixo. A originalidade de sua obra lhe garantiu o reconhecimento da crítica e o estabeleceu como um dos criadores mais acessados da arte contemporânea, presente no acervo dos principais museus do mundo.


O ano passado (2010),  Vik Muniz ficou conhecido e reconhecido por uma outra classe social, aqueles que não frequentam um museu, mas, que sentam-se todos os dias à frente da sua televisão, para assistir, as novelas da Globo. A abertura da novela “Passione” trazia as  obras de Vik Muniz.

Mas hoje, estou aqui para falar sobre o Documentário que tive o prazer de assistir ontem 04/02/2011, “Lixo Extraordinário”, onde Vik Muniz é o protagonista do documentário, que foi indicado ao Oscar 2011.

A lista de indicações foi anunciada na terça-feira 25/01/2011.

Dirigido por Lucy Walker e pelos brasileiros João Jardim e Karen Harley, o filme levou em 2010 o prêmio de melhor documentário da International Documentary Association (EUA). Venceu também como melhor documentário do Festival de Berlim.

O Artista que  têm idéias inusitadas como ketchup, açúcar e calda de chocolate, vai ao Jardim Gramacho, aterro metropolitano do Rio de Janeiro, ainda sem uma definição do que será o seu próximo trabalho. Lá, é um lixão e foi lá  que ele encontrou material e recurso humano para a sua “próxima” obra MARAVILHOSA.

O documentário MARAVILHOSO, explora a relação de três anos que se estabeleceu entre Muniz e os catadores do lixão, que deram ao artista os objetos usados em suas imagens. Após dois meses retratando o aterro sanitário, Muniz contratou cerca de dez catadores (com alma de luz) para montar as imagens, num galpão em Parada de Lucas, subúrbio carioca.

“Lixo Extraordinário” concorre AO OSCAR DE MELHOR DOCUMENTÁRIO com “Exit through the Gift Shop”, de Banksy, “Gasland”, “Trabalho Interno” e “Restrepo”.

O que se considera arte é o resultado, o processo produtivo ou ambos? E o que nos emociona é o produto artístico, o conceito apresentado em forma de texto, colado ali ao lado da obra, ou ambos? O filme que digo de novo, é MARAVILHOSO, é também um “SOCO NO ESTOMAGO”, “UMA LIÇÃO DE VIDA”, UMA MOSTRA DE COMO NÓS SOMOS PEQUENOS NA IMENSIDÃO DO MUNDO. Mostra ainda , como estes homens fotografados que ajudaram Vik Muniz no seu trabalho são LINDOS (COMO PESSOAS E FISICAMENTE) e o melhor de tudo, como são INTELIGENTES. A Arte de Vik Muniz nos faz pensar sobre muitas questões. As obras do brasileiro naturalizado norte-americano, filho de cearenses radicados em São Paulo, revelam com clareza uma produção atraente tanto pelo resultado da concepção quanto pelo caminho percorrido para chegar a ele.

Mas, este documentário nos mostra muito mais que uma obra de arte, nos mostra VIDA.

Não é preciso ganhar o OSCAR, pois nós já ganhamos, e muito, em conhecer estes HOMENS E MULHERES EXTRAORDIRIOS.

O documentário está em cartaz em apenas 3 cines da cidade de São Paulo, não sei das sessões em outras cidades ou estados. E  mesmo assim, cada um dos cinemas tem apenas uma sessão por dia. Veja os horários antes de sair de casa.

Cinemas: Belas Artes, Cine Livraria Cultura, Frei Caneca Unibanco Arteplex.

 

“JÁ EM DVD.”


Assista ao Trailer.

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